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domingo, 26 de julho de 2020

*VAMPIRISMO - BEBIDA ALCOÓLICA (Richard Simoneth)*

Após a morte do corpo físico, o alcoólatra continua sequioso da “água  que passarinho não bebe”, porquanto o álcool, além dos estragos no corpo  físico, provoca um condicionamento no corpo espiritual que impõe a  mesma premência de beber.

 Como satisfazer-se, se lhe falta o corpo?
 Um único meio, não menos espantoso, que ele logo dominará é  ligar-se  ao psiquismo de um viciado “vivo”, o que lhe permitirá experimentar as  sensações da bebida.
 Um transe mediúnico invertido.
 Ao invés de o encarnado colher as impressões do Espírito, este colhe suas sensações, ao fazer uso da bebida, satisfazendo-se.
 Pessoas sensíveis a essa influência são facilmente dominadas,  transformando-se em “canecos humanos”. Bebem descontroladamente, agindo  como instrumentos para a satisfação dos parceiros invisíveis.
 Dizem - É um sem-vergonha! Devia curtir sua bebedeira na prisão dizem as pessoas, referindo-se ao alcoólatra.
 O espiritismo diz : é um obsediado. Precisa de tratamento médico e assistência espiritual – ensina a Doutrina Espírita.
 Nos bares, onde o consumo de bebidas alcoólicas  é expressivo, o ambiente espiritual assustaria o médium vidente.
 Turbas de Espíritos viciados, a envolver os freqüentadores, sustentando neles a compulsão alcoólica.
 Reuniões sociais regadas a álcool são muito freqüentadas por “penetras” desencarnados, viciados do Além.
 Aproveitam o alto consumo de bebidas nesses ambientes, porquanto o  álcool é reconhecido como recurso desinibidor. Algumas doses são  suficientes para superar a timidez, favorecendo a comunicação, sem o que  muitos convidados sintam-se marginalizados.
 O que nem todos sabem é  que o álcool nada faz senão anestesiar centros de controle do  comportamento. E como ali estão, também, as bases físicas da reflexão e  do senso de avaliação, o alcoólatra passa a  oscilar entre a  expansividade e a agressividade, a comunicabilidade e o ridículo, a  descontração e a inconveniência.
 Não raro, sobrepondo-se aos  viciados desencarnados, que buscam os “canecos humanos”, há obsessores  cruéis que se aproveitam das brechas psíquicas abertas pelo álcool.
  Acidentes, brigas, agressões, crimes, desentendimentos, desuniões,  desequilíbrios surgem, a partir da insidiosa ação de entidades das  sombras que se infiltram na mente indefesa do alcoolizado, levando-o a  um comportamento anti-social.
 O problema fundamental do viciado é a incapacidade de ajustar-se às realidades existenciais.
 Alimentando uma visão distorcida, empolga-se pela busca de sensações,  perseguindo uma euforia artificial, um céu efêmero sempre sucedido por  inferno de desequilíbrios.
 Impermeável aos conselhos e orientações  de amigos e familiares, insiste no vício, perdendo as melhores  oportunidades de edificação da jornada humana. Depois, situa-se em  longos estágios de sofrimento depurador na Espiritualidade, qual  lavrador desavisado que colhe espinhos semeados em campo fértil.
  Quantos males seriam evitados! Quantas dores não aconteceriam! Quantos  problemas de saúde não existiriam,  Quantos problemas seriam resolvidos,  se o alcoolismo das conversas vazias de fim de expediente, de férteis  reuniões sociais, de preguiçosos fins de semana, fosse substituído pela  visita ao enfermo, pelo atendimento ao necessitado, pelo estudo  edificante, pela participação na atividade religiosa . . .
 Os que  assim fazem não precisam de drinques, para experimentarem descontração  ou fugaz euforia, porquanto há neles aquela vida abundante a que se  referia Jesus. Aquela força divina que vibra nas veias, quando a mente  se povoa de ideais e o coração pulsa ao ritmo abençoado do serviço no  campo do Bem.

*( "Richard Simonetti"_, do livro: Tempo de Despertar)*

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