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quinta-feira, 11 de julho de 2019

Um Autor, um Criador



Quando à noite, contemplo os múltiplos sóis na abóbada celeste, eu me indago: Quem colocou tantas maravilhas neste céu?
E meus lábios se entreabrem, balbuciando: Foi Deus!
Quando me extasio ante esse céu de estrelas, fico a cismar: De onde eu vim? Terei visitado algum desses mundos que se estendem pelo Universo sem fim?
E me sinto estrangeiro acolhido nesta Terra, agradecendo a honra de pertencer a esta Humanidade.
Pergunto-me, muitas vezes, se aqui estou pela primeira vez ou se já habitei outros corpos, em outras tantas épocas.
Terei andado pelo Oriente, em meio àquelas culturas que, embora alguns definam como exóticas, a mim parecem tão familiares?
E este mesmo país, onde me encontro, quantas vezes já o terei visitado? Por vezes, a sua História me parece tão atual, tão conhecida.
Enfim, minha alma, agradecida, ergue-se em louvor à Causa de tudo isso: Deus. E suspira e suspira gratidão.
Quando em noites de lua cheia, fico a mirar aquela luz prateada, estendendo seus raios pelas cidades, tenho vontade de gritar bem alto: Lua, ó lua, quem te fez tão bela? Quem te vestiu de luz? Desde quando andas pelo espaço, contemplando a Terra?
E minha mente somente encontra uma resposta: Foi Deus!
Quando contemplo as nuvens que se cobrem de vários tons, preparando-se para receber a madrugada, eu penso: Quem fez tudo isso?
Quem estabeleceu que o tempo precisasse de tantos diversos momentos, tão ricos de beleza: madrugada, manhã, tarde, noite?
Quem criou as estações com suas peculiaridades, com seus encantos inigualáveis?
Quem estabeleceu o movimento do planeta, do sol, dos astros?
Quem estabeleceu trajetórias tão precisas a tantos orbes, sóis e planetas, de forma que todos viajam pelo infinito, numa perfeita harmonia, cantando a glória da perfeição?
E quando chega a madrugada, ornada de matizes esplêndidos, me surpreendo porque a cada dia ela vem envolvida em novos véus.
E me indago outra vez: Quem veste assim a madrugada? Quem lhe compõe as vestes, sem jamais reprisá-las, mesmo tendo transcorrido tantos séculos?
Quem é Esse estilista tão criativo?
E minha alma só pode responder: É Deus!
Então, olho para mim mesmo, ser pensante e atuante e indago: Quem me criou?
Quem me dotou de inteligência, de senso? Quem me fez assim tão inquiridor?
Quem me dotou da capacidade de amar, de sentir, de me emocionar e elogiar a beleza, a harmonia?
Quem me permitiu a possibilidade de escrever poemas, histórias e contos?
E somente posso chegar à mesma e maravilhosa conclusão: Foi Deus! Foi Deus!
Deus, a Causa de tudo, o Criador incriado, o sempre presente. O que tudo sabe e tudo provê.
Aquele que está atento aos mundos, às Humanidades, a todas as espécies que vivem em todos os lugares.
Aquele cuja onisciência é de tal modo detalhada que Jesus no-lO apresentou como O que sabe da quantidade de fios de cabelo em nossas cabeças.
O Pai presente, amoroso e bom. Nosso Pai e Criador.

Redação do Momento Espírita

O canto do sabiá



Ele chega no alto do muro, todas as manhãs. Exceção daquelas de chuva torrencial. Nesses dias, somente aparece quando a chuva se vai.
Ele se posta exatamente na direção da janela do escritório onde trabalho. Anda um pouco de um lado a outro. Parece olhar para mim.
Na verdade, tenho certeza que me olha. E então, solta seu canto. É o meu companheiro sabiá.
Não vem a esse local porque o alimento, considerando que é no meio do jardim, do outro lado da casa, que coloco a ração diária para ele e todos os pássaros que queiram. A maioria deles, habitando a árvore em frente à casa, há bastante tempo.
Ou seja, desde que o pequeno arbusto se transformou em uma árvore alta, cheia de galhos e folhas. Árvore que tenho o cuidado de zelar toda vez que os funcionários da Prefeitura vêm realizar a poda.
Supervisiono o serviço, não permitindo que cortem galhos em excesso, em especial aqueles em que estão construídos os preciosos ninhos.
Não sei se o sabiá sabe disso tudo. Nunca contei nada a ele.
Mas quando ele vem cantar em frente à minha janela, eu o cumprimento: Oi, amiguinho, já chegou? Qual a sinfonia para hoje?
E depois dele alegrar o meu coração, parte voando. Sei que não o verei mais até o dia seguinte.
Alguns dirão que tudo isso é coincidência. Nada demais. Talvez o sabiá goste daquele pedaço de muro por algum motivo. Eu, sinceramente, acredito que se trata de gratidão de uma ave que se alimenta todos os dias, em meu jardim.
Mais do que isso, eu vejo a manifestação Divina nesse pequenino ser. É Deus que me diz, com o seu canto, que sou Seu filho, uma pessoa importante nesta Terra.
Por isso, ergo minha prece em gratidão e trabalho com o coração mais alegre, a mente mais desperta, os dedos mais ágeis.
Quantos de nós recebemos, todos os dias, dádivas semelhantes e não nos damos conta? Que tal começarmos a prestar atenção?
Deus tem maneiras simplesmente criativas de nos alcançar: na brisa que brinca em nossos cabelos, na chuva que cai, permitindo que a terra exale aquele seu perfume peculiar de quem recebeu uma dádiva e agradece.
Ou talvez através de uma ave que cante em nossa janela ou nas proximidades. Deus a tudo preside e nada esquece.
Prestemos mais atenção ao nosso entorno e descobriremos, todos os dias, inúmeros motivos para sermos gratos ao Pai que nos ama e manifesta isso de multiplicadas maneiras.
*   *   *
No ruído longínquo do mar, na paisagem solitária, nas águas que murmuram, no sono das florestas, na altivez das montanhas, Deus assinala a Sua presença.
Na poesia das flores, nas calmas noites estreladas, no brilho da lua, podemos perceber a excelência do Autor Divino.
Para a alma sensível, tudo respira e transpira Deus, o que levou o salmista Davi a escrever que os céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos.
Cerremos os olhos, paremos um pouco e nos permitamos sentir o suave toque de Deus em nossa alma, agora, enquanto morrem os acordes musicais...

Redação do Momento Espírita

Amor sem ilusão



Conta-se que um jovem caminhava pelas montanhas nevadas da velha Índia, absorvido em profundos questionamentos sobre o amor, sem poder solucionar suas ansiedades.
Percebeu que pelo mesmo caminho, vinha em sua direção um velho sábio.
E porque não conseguia encontrar uma resposta que lhe aquietasse a alma, resolveu pedir ao sábio que o ajudasse.
Aproximou-se e falou com verdadeiro interesse:
Senhor, desejo encontrar minha amada e construir com ela uma família, com base no verdadeiro amor.
Todavia, sempre que me vem à mente uma jovem bela e graciosa e eu a olho com atenção, em meus pensamentos ela vai se transformando rapidamente.
Seus cabelos tornam-se alvos como a neve, sua pele rósea e firme fica pálida e se enche de profundos vincos.
Seu olhar vivaz perde o brilho e parece perder-se no infinito. Sua forma física se modifica acentuadamente e eu me apavoro.
Desejo saber, meu sábio, como é que o amor poderá ser eterno, como falam os poetas?
Naquele mesmo instante, aproxima-se de ambos uma jovem envolta em luto, trazendo no rosto expressões de profunda dor.
Dirige-se ao sábio e lhe fala com voz embargada:
Acabo de enterrar o corpo de meu pai, que morreu antes de completar cinquenta anos.
Sofro porque nunca poderei ver sua cabeça branca aureolada de conhecimentos, seu rosto marcado pelas rugas da experiência, nem seu olhar amadurecido pelas lições da vida.
Sofro porque não poderei mais ouvir suas histórias sábias, nem contemplar seu sorriso de ternura.
Não sentirei suas mãos enrugadas tomando as minhas com profundo afeto.
Naquele momento, o sábio dirigiu-se ao jovem e falou com serenidade:
Você percebe agora as nuanças do amor sem ilusões, meu jovem?
O amor verdadeiro é eterno porque não se apega ao corpo físico, mas se afeiçoa ao ser imortal que o habita temporariamente.
É nesse sentimento sem ilusões nem fantasias que reside o verdadeiro e eterno amor.
*   *   *
A lição do velho sábio é de grande valia para todos nós que buscamos as belezas da forma física, sem observar as grandezas da alma imortal.
O sentimento que valoriza somente as aparências exteriores não é amor, é paixão ilusória.
O amor verdadeiro observa, além da roupagem física que se desgasta e morre, a alma que se aperfeiçoa para prosseguir vivendo e amando pela eternidade afora.
Pensemos nisso!
As flores, por mais belas que sejam, um dia murcham e morrem.
Mas o seu perfume permanece no ar e no olfato daqueles que o souberam guardar em frascos adequados.
O corpo humano, por mais belo e cheio de vida que seja, um dia envelhece e morre.
Mas as virtudes do Espírito que dele se liberta, continuam vivas nos sentimentos daqueles que as souberam apreciar e preservar, na ânfora do coração.
Pensemos nisso!
Redação do Momento Espírita.

Soltei o mundo para segurar sua mão



Até sua chegada, o mundo me carregava e eu carregava o mundo e nada mais...
Tantos atrativos, tantas possibilidades, tantas distrações...
Curioso, mas, ter possibilidades é, ao mesmo tempo, ter tudo e ter nada, porque poder escolher caminhos ainda não é caminhar.
Porém, quando você chegou, tudo mudou.
Soltei o mundo para segurar sua mão.
Decidi que as coisas do mundo podem esperar, e enquanto esperam eu vou adiante e vou com você.
Segurar sua mão é encontrar sentido na vida, é perceber que quando se caminha junto se caminha melhor.
Segurar sua mão é me entregar a algo maior do que eu, pois “nós” sempre será mais grandioso do que apenas “eu”.
*   *   *
Quando se forma uma nova família deixamos muitas coisas para trás. Muitos falam de perdas.
Quando trocamos o eu pelo nós somos convidados a desenvolver inúmeras virtudes da alma, virtudes fundamentais para nossa felicidade.
Muitas pessoas alegam que deixaram sonhos de lado para investir no projeto de vida dos filhos. Coisas que gostariam muito de ser ou de fazer e que agora ficamde lado.
Entendem que isso são as tais perdas ou sacrifícios.
Ao longo de nosso amadurecimento, vamos percebendo que muitos dessessonhos eram egoístas, vazios ou sem muita base de sustento. Eram desejos de um coração imaturo, inexperiente e nada mais.
Muitos desses nossos anelos que deixamos à margem do caminho não nos levariam a lugar algum, ou não nos fariam tão felizes como podemos ser agora com esse grande emprego que abraçamos.
Falamos de profissões ou ofícios que gostaríamos de ter seguido, de investimentos na carreira que deixamos de fazer, mas será que tais aplicações de tempo e trabalho seriam tão valiosas como a da família?
Pode ser que sim, pode ser que não.
E por que não entender a família como um ofício? Como um investimento nacarreira? A carreira de homens e mulheres de bem.
Não são as grandes descobertas da ciência, da tecnologia, que melhoram o mundo. Engano nosso. É o autoaprimoramento e o aperfeiçoamento das relações que têm o poder transformador.
Se burilarmos apenas o intelecto podemos ser considerados inteligentes, avançados, porém, sem a moralidade sempre seremos infelizes.
A família é o campo de desenvolvimento da moral, e quando soltamos as coisas do mundo, principalmente as fúteis, efêmeras, para segurar na mão dos irmãos de caminhada, iniciamos o verdadeiro caminhar para o desenvolvimento da alma.
Antes de ficarmos lamentando o que deixamos para trás, enxerguemos o que estamos construindo para o futuro.
*   *   *
Soltei o mundo para segurar sua mão.
Decidi que as coisas do mundo podem esperar, e enquanto esperam eu vou adiante e vou com você.
Segurar sua mão é encontrar sentido na vida, é perceber que quando se caminha junto se caminha melhor.
Segurar sua mão é me entregar a algo maior do que eu, pois “nós” sempre será mais grandioso do que apenas “eu”.
Redação do Momento Espírita

A Catarse no Ho’oponopono


✨Muitas vezes, quando fazemos a limpeza com as palavras mágicas, eu te amo, e sou grata, repetindo constantemente, coisas estranhas começam a acontecer. Disseram-me que, quando várias pessoas começaram a praticar, especialmente quando eles são iniciados na arte da limpeza aparentemente os acontecimentos não funcionam para eles como desejam. Em vez de se sentir em paz o que acontece é que se sentem mais confusos. Situações problemáticas no trabalho ou na família mostra-se mais enfatizas e se tornando mais frequentes em vez de diminuir. Eles também reclamaram que de repente se sentem chateados sem saber o porquê? Eles tinham reações explosivas a invadir-lhes sem motivo aparente, e tudo dava errado ....

✨À medida que limpamos o nosso subconsciente de memórias equivocadas, erros de percepção, julgamentos, conceitos e preconceitos que nos trazem sofrimento vamos despejando os resíduos no caminho de casa. Precisamos limpar o pó, que se estabeleceu e que está enterrado profundamente dentro de nós.

✨Agora, eu convido você a fazer uma pequena viagem e peço para que use a sua imaginação.Estou te levando para um lugar muito escuro e muito sujo .... Tão sujo que ninguém nunca visitou, ninguém jamais pôs os pés. Nunca uma mão amorosa se aproximou do lugar para passar um pano umido e limpar a poeira acumulada ao longo de décadas e décadas, séculos e séculos ...

✨Este lugar estranho tem paredes cobertas com imagens de filmes de terror e algumas poucas paredes têm imagens de paisagens agradáveis contendo um céu azul. É um lugar desolado e triste, com muito poucas recordações positivas...

✨Ao ficar olhando para essas paredes, você percebe que este lugar é dentro de você ...

✨Observe a neblina que distorce o seu ponto de vista e, em seguida, julga, essa é a razão de você não criar o que você quer, mas o que você pensa e sente, essa é a causa de todos os seus problemas, preocupações, dores e dores que você sente.

✨Imagine que hoje você chegou neste lugar para por um pouco de ordem. É nescessário entender que, na tentativa de mover tudo o que está lá, ondas de detritos empoeirados se espalhará como uma grande nuvem de cinza por todos os lugares. (Trash). E este sobe para a superfície.

✨Esse é o seu subconsciente, que os antigos xamãs (Kahunas) do Havaí chamam de a criança interior. Essa parte de vocês está abandonada, esquecida e necessita urgentemente de sua atenção.

✨À medida que limpa os dados antigos do subconsciente com palavras como EU TE AMO, SOU GRATA repetindo mentalmente a tudo o que você percebe como realidade, memórias escondidas no fundo da nossa mente sobem para a superfície e situações em nossa vida que nós não fazíamos idéia que estavam lá emergem. Esta é uma visão do porque não devemos parar de limpar sem importar com o que está acontecendo, mesmo porque, não importa o que está acontecendo, nada é o que parece ser, e nada que parece real é. Nós nunca sabemos como sucedem as coisas, nem como criamos a nossa realidade. Para mudarmos essa realidade precisamos assumir a responsabilidade e limpar.

✨Agora mentalmente pegamos a vassoura e começamos a varrer (te amo, sou grata), o nosso subconsciente está sobrecarregado e a limpeza é o que fazemos para libera-lo. Está é a única verdadeira liberdade, Liberando e curando completamente do nosso passado para o futuro, bem como os seres que se juntaram a nós.

✨O Pó que nos salpica ao começar a remover a sujeira (os nossos resíduos) traz à tona mais problemas que podem ser transmutar em luz através do Divino. Cada problema que surge em nossa mente está lá se mostrando como uma oportunidade para ser definitivamente removidos e transmutados em pura luz. 
Se permitirmos em vez de reagirmos. Caso contrário, retorna para as profundezas, para a vida seguinte... vida após vida, ainda aparecem de forma intermitente e infinita como experiências desagradáveis, assim, até que nós os limpamos.
Esta é uma breve visão geral de o por que não devemos parar de limpar, não importa o que está acontecendo, porque nada é o que parece, nada parece real. Nós nunca sabemos o porque as coisas acontecem? ou exatamente como nós estamos criando a nossa realidade.

✨Ao assumirmos a responsabilidade para a mudança precisamos apenas limpar confiantemente. Nós usamos uma vassoura (Gratidão, eu amo você) e começamos a varrer o nosso subconsciente que está sobrecarregado, e o que fazemos é limpa-lo ... Esta é a única verdadeira liberdade, a liberdade de se ver limpos dos dados, equívocados.

✨Em um copo cheio não entra nada, se nos o esvaziamos podemos ser criativo e inspirados ...
Te amo

Gratidão a amiga Carla e a
Jocelyne Ramniceanu - tradução Cristina Costa.

Denise Noah

A alegria do trabalho



Um grande pesquisador da alma humana, interessado em estudar os sentimentos alimentados no íntimo de cada ser, resolveu iniciar sua busca junto àqueles que estavam em pleno exercício de suas profissões.
Dirigiu-se, então, a um edifício em construção e ali permaneceu por algum tempo a observar cada um daqueles que, de uma forma ou de outra, faziam com que um amontoado de materiais fossem tomando forma de um arranha-céu.
Depois de observar cuidadosamente, aproximou-se de um dos pedreiros que empurrava um carrinho de mão, cheio de pedras, e lhe perguntou:
Poderia me dizer o que está fazendo?
O pedreiro, com acentuada irritação, devolveu-lhe outra pergunta:
O senhor não está vendo que estou carregando pedras?
O pesquisador andou mais alguns metros e inquiriu a outro trabalhador que, como o anterior, também empurrava um carrinho repleto de pedras:
Posso saber o que você está fazendo?
O interpelado respondeu com presteza:
Estou trabalhando, afinal, preciso prover meu próprio sustento e da minha família.
Mais alguns passos e o estudioso acercou-se de outro trabalhador e lhe fez a mesma pergunta.
O funcionário soltou cuidadosamente o carrinho de pedras no chão, levantou os olhos para contemplar o edifício que já contava com vários pisos e, com brilho no olhar, que refletia seu entusiasmo, falou:
Ah, meu amigo! Eu estou ajudando a construir este majestoso edifício!
*   *   *
Neste relato singelo, encontramos motivos de profundas reflexões acerca do trabalho.
Em primeiro lugar, devemos entender que o trabalho não é castigo: é bênção. Deve, por isso mesmo, ser executado com prazer.
E o meio de conseguirmos isso consiste em reduzir o quanto possível o cunho egoístico de que o mesmo se reveste em nosso meio.
O trabalho é lei da natureza, mediante a qual o homem forja o próprio progresso, desenvolvendo as possibilidades do meio ambiente em que se situa, ampliando os recursos de preservação da vida.
Desde as imperiosas necessidades de comer e beber, defender-se das intempéries até os processos de garantia e preservação da espécie, o homem se vê compelido à obediência à lei do trabalho.
O trabalho, no entanto, não se restringe apenas ao esforço de ordem material, física, mas, também, intelectual, pelo labor desenvolvido, objetivando as manifestações da cultura, do conhecimento, da arte, da ciência.
Dessa forma, meditemos no valor do trabalho, ainda que tenhamos que enfrentar tantas vezes um superior mal humorado, um subalterno relapso, porque as leis divinas nos situam exatamente onde necessitamos. No lugar certo, com as pessoas certas, no momento exato.
Convém que observemos a natureza e busquemos imitá-la, florescendo e produzindo frutos onde Deus nos plantou.
E, se alguém nos perguntar o que estamos fazendo, pensemos bem antes de responder, pois da nossa resposta depende a avaliação que as leis maiores farão de nós.
Será que estamos trabalhando com o objetivo de enriquecer somente os bolsos, ou pensamos em enriquecer também o cérebro e o coração?

Redação do Momento Espírita

A recompensa da gratidão



Ela viera das terras distantes de Cesaréia de Filipe, na Decápole. Era considerada impura, pois há doze anos um fluxo sanguíneo não a deixava. Recorrera a todos os métodos possíveis, na ânsia da cura.
Tudo inútil. Seu mal era considerado um sinal de desventura, um castigo divino.
Após ter gasto tudo que possuía, ela resolvera buscar a próspera Cafarnaum, na esperança de encontrar um remédio ainda não experimentado, um médico ainda não consultado.
Chegou à cidade no momento em que o sublime profeta de Nazaré acabava de saltar nas brancas praias de Cafarnaum.
Pelos caminhos, ela ouvira falar d'Aquele Homem, pela boca dos que tinham sido abençoados por Suas mãos e haviam recuperado a saúde.
O povo se comprime. Todos almejam chegar mais perto. A figura de Jesus se destaca com Sua túnica tecida sem costura, seu manto quadrangular de borlas tecidas em fios de linho.
A mulher tenta se aproximar dEle. O coração parece lhe saltar do peito. O que dizer-lhe? Como falar da sua desdita, expondo-se, em meio a tanta gente?
Ela já fora tão humilhada. As marcas da problemática orgânica lhe denunciavam a enfermidade. Estava descarnada, anêmica.
Ela acreditava nEle. Parecia sentir que uma força extraordinária se desprendia dEle. Todo Ele era grandeza. Almejava gritar, tocá-lO. Isto: tocá-lO seria suficiente para que se curasse.
Então, numa rua estreita, enquanto a multidão se adensava cada vez mais, ela aproximou-se e por trás, alongou o braço esquálido e lhe tocou as vestes com a ponta dos dedos.
Maravilha! O sangue estancou de imediato. A dor se foi. Uma sensação estranha a dominou. Sentiu-se renovada. Foram alguns segundos de êxtase. Logo, a voz dEle se destacou na multidão:
Quem me tocou?
Os discípulos dizem que é impossível saber, pois todos O apertam, comprimem.
Ela se atira aos pés dEle e confessa:
Fui eu, Senhor. Guardava a certeza que, em tocando-te as vestes, recuperaria a saúde.
Jesus a envolve em Seu olhar e a sossega:
Filha, vai em paz. A fé te salvou. Fica livre do teu mal!
Algum tempo depois, Ele foi preso. Às horas de angústia da incerteza do destino dEle, se seguiu a cruel subida até à Colina da Caveira.
Sob o peso do madeiro que carrega, enfraquecido por não ter se alimentado desde a noite anterior e pelas longas horas de flagelação, ele cai.
Ela não se contém. Burla a vigilância dos soldados e corre-lhe ao encontro. Com uma toalha branca, limpa-lhe a face ensanguentada e dorida.
Quando a retira, nela estava estampado o rosto dEle, tingido pelo sangue.
Vai em paz! Lembrar-me-ei de ti...- Escuta ela em seu coração.
*   *   *
Antigas tradições cristãs dizem que essa mulher se chamava Serápia e que, a partir desse episódio, ficou conhecida como Verônica, que quer dizer: Verdadeira imagem.
Verônica ou Berenice – Que importa? O que ressalta é o exemplo de gratidão que se permite externar.
Ela acompanha o Mestre, na Sua caminhada dolorosa, afronta a soldadesca, tudo para limpar o rosto dAquele que um dia a envolvera em Seu olhar amoroso, desejando-lhe paz.
Ele lhe retribui o gesto, deixando impresso Seu semblante na toalha alvinitente.
A recompensa da gratidão.

Redação do Momento Espírita

À procura de Deus



Uma velha narrativa indígena fala de um homem que, certo dia, sentiu uma grande necessidade de Deus.
Então, dentro de sua alma, sussurrou: Deus, fale comigo. Preciso imensamente ouvir Sua voz.
No mesmo instante, no galho próximo, o canto de um rouxinol encheu a natureza.
O homem não se apercebeu da beleza do canto, nem da mensagem que vinha na musicalidade e repetiu: Deus, fale comigo!
Nesse instante, a natureza modificou sua feição e um trovão ecoou nos céus.
Ainda assim, o homem foi incapaz de ouvir.
Olhou em volta e disse: Deus, deixe-me vê-lO.
E uma estrela brilhou no céu. Logo mais, milhões de pequenas lanternas brilharam por todo o manto da noite. A lua se desfez em luz de prata e se espelhou nas águas do lago.
Mas o homem não notou. Agora, quase desesperado, começou a falar mais alto: Deus, mostre-me um milagre.
E uma criança nasceu. Contudo, o homem não sentiu o pulsar da vida no novo ser que surgia, esperançoso.
O homem começou a chorar e disse: Deus, sinto-me tão só. Toque-me e deixe-me sentir que Você está aqui comigo...
E uma borboleta pousou suavemente em seu ombro, abrindo e fechando as asas multicoloridas.
O homem levantou o ombro e a espantou.
*   *   *
O estudo da natureza nos mostra, em todos os lugares, a ação de uma vontade oculta.
Por toda parte, a matéria obedece a uma força que a domina, organiza e dirige.
O espetáculo da natureza, o aspecto dos céus, das montanhas, dos mares, apresentam ao nosso Espírito a ideia de uma Inteligência oculta no Universo.
Em cada um de nós existem fontes de onde podem brotar ondas de vida e de amor, virtudes, potências inumeráveis.
É aí, nesse santuário íntimo, que se pode procurar Deus. Deus está em nós. As almas refletem Deus como as gotas do orvalho da manhã refletem os raios do sol, cada um deles segundo o seu próprio brilho e grau de pureza.
É dentro de si mesmos que todos os homens de gênio, os grandes missionários e os profetas, conheceram Deus e Suas leis e as revelaram aos povos da Terra.
*   *   *
É consolador poder caminhar na vida com a fronte levantada para os céus, sabendo que, mesmo nas tempestades, no meio das mais cruéis provas, no fundo dos cárceres, como à beira dos abismos, uma Providência, uma Lei Divina, paira sobre nós.
Um Pai que observa os nossos atos e que, de nossas lutas, de nossas lágrimas, faz sair a nossa própria glória e a nossa felicidade.

Redação do Momento Espírita

Oração Quântica

🌀 Oração Quântica 🌀 linda e poderosa!!

*Gratidão* à vida que me inspira, me renova e me dá chances de evoluir diariamente.
*Gratidão* ao lugar onde estou aqui e agora, pois esse lugar precisa de mim e eu dele.
*Gratidão* a todos os órgãos do meu corpo que funcionam em plena harmonia e perfeição.
*Gratidão* a casa onde moro, que me serve de refúgio e descanso.
*Gratidão* às oportunidades de trabalho, conquistas, sucesso e evolução que se abrem diante de mim diariamente.
*Gratidão* a cada dívida paga, porque dessa forma honro meu nome, honro meus compromissos e meu dinheiro se multiplica.
*Gratidão* a tudo aquilo que eu compro, adquiro pois é fruto do meu trabalho.

*Gratidão* a todas as pessoas que cruzam meu caminho.
*Gratidão* às pessoas que me fizeram mal, porque assim desenvolvi força e coragem para seguir sempre adiante.
*Gratidão* às pessoas que me fizeram bem, porque assim me senti muito amado e abençoado.
*Gratidão* a todas as oportunidades de sucesso financeiro e pessoal que recebo, identifico e aceito.
*Gratidão* a mim mesmo que encontro a gratidão em todas as pessoas, coisas e fatos.
*Gratidão* ao Universo inteiro, que conspira a favor de cada pensamento meu, por isso escolho com cuidado tudo aquilo que penso, falo ou desejo.
*Gratidão* ao Deus maravilhoso que existe dentro de mim, sou parte de sua divindade e por isso espalho luz, amor e paz onde quer que eu esteja.

*🌻Gratidão🙏*

A busca do amor



Em plena juventude, como fruto verde que aguarda a primavera, esperei intensamente pelo amor.
Todas as manhãs, abria a janela de minha alma e esperava que o novo dia me trouxesse o amor.
E porque ele demorasse a chegar, fechei as portas e janelas, selei os portões e saí pelo mundo.
Andei por muitos caminhos e por estradas solitárias. Por vezes, ouvia o cortejo do amor que passava ao longe.
Corria e o que conseguia ver eram somente corações em festa, risos de alegria. O amor passara e eu continuava só.
Algumas noites, chegando às cidades com suas mil luzes piscando vida, ousava olhar para dentro dos recintos.
Via mães acalentando filhos, cantando doces canções de ninar; casais trocando juras; crianças dividindo brincadeiras entre risos e folguedos.
Em todos estava o amor. Somente eu prosseguia solitário e triste.
Depois de muito vagar, tendo enfrentado dezenas de invernos, resolvi retornar.
De longe, pude sentir o perfume dos lírios. Quando me aproximei, pude ver o jardim saudando-me.
Você voltou! – Falaram as rosas, dobrando as hastes à minha passagem.
Seja bem vindo! – Disseram as margaridas, agitando as corolas brancas.
É bom tê-lo de volta. – Saudaram os girassóis, mostrando suas coroas douradas.
Tanto tempo havia se passado e, de uma forma mágica, os jardins estavam impecáveis. As cores bem distribuídas formavam arabescos na paisagem.
Uma emoção me invadiu a alma. Abri as portas e janelas do meu ser.
Debruçado à janela da velhice, fitando a ponte que me levará para além desta dimensão, vi o amor passar em frente à minha porta.
Apressadamente, coloquei flores de laranjeira na casa do meu coração. Atapetei o chão para que ele entrasse, iluminando a escuridão da minha soledade.
Agora, tremo de ternura. Já não sofro desejo, nem aflição.
Os olhos felizes do amor fitam os meus olhos quase apagados, reacendendo neles a luz que volta a brilhar.
Há tanta beleza no amor que me emociono.
Superado o egoísmo, não lhe peço que entre e domine o meu coração rejuvenescido.
Em razão disso, descubro de verdade o que é o amor e não o retenho.
Deixo-o seguir porque amando, já não peço nada. Agora posso me doar aos que vêm atrás, em abandono e solidão.
Aprendi a amar.
*   *   *
Feliz é a criatura que descobriu que o melhor da vida é amar.
Feliz o que leu e entendeu o ensino de Francisco de Assis, que foi, posteriormente, sintetizado nos versos que convidam a procurar mais consolar, do que ser consolado; mais compreender, do que ser compreendido.
Resumindo: amar mais do que ser amado.
Isso porque o amor preenche todos os vazios, torna felizes todas as horas e engrandece a quem o exercita para consigo mesmo e para com o seu semelhante.
Por isso mesmo, o Mestre dos mestres convidou ao amor, muitas e muitas vezes:
Amai-vos como Eu vos amei.
Amai-vos uns aos outros.
E afirmando que os Seus discípulos seriam conhecidos por muito se amar.
Pensemos nisso.

Redação do Momento Espírita

Vontade de Deus



Em nossa caminhada na Terra, nos deparamos com dificuldades de diversas ordens. São as doenças que nos chegam inesperadamente, os reveses financeiros, os desentendimentos pessoais, perdas de parentes e amigos.
Nesses momentos nossa fé é colocada à prova, pois muito do que nos acontece nos escapa à compreensão. Através de questionamentos íntimos, buscamos incessantemente a causa do que nos aflige e, por vezes, não a encontramos.
Perguntamo-nos qual a melhor conduta a adotar nessas situações. É certo que devemos buscar as providências práticas necessárias para tentar superar, na medida do possível, essas dificuldades.
Mas, quando carregamos em nosso íntimo a fé verdadeira, qualquer que seja o caminho escolhido para ser percorrido na busca das soluções, com certeza, se tornará menos árduo.
A fé nos ensina que Deus é Pai bondoso e misericordioso e que só deseja o nosso bem. Melhor do que nós, sabe o que nos convém.
Quando, na oração dominical, rogamos ao Pai que seja feita a vontade dEle, estamos nos submetendo aos Seus decretos.
Mas, somente nos submeteremos à vontade de Deus sem queixas e sem revoltas, quando compreendermos que Deus é fonte de toda sabedoria e que tudo que nos acontece tem um propósito.
A Vontade Divina se manifesta em nosso favor, desde as pequenas contrariedades do dia a dia, até nos grandes problemas que, por vezes, julgamos sem solução.
A luta é necessária para nosso crescimento e a superação das dificuldades nos deixa mais fortalecidos.
Para transformar o barro em um perfeito vaso, o oleiro necessita do calor do fogo, usando a sua chama com todo cuidado e carinho.
O sofrimento e a luta são as chamas invisíveis que o nosso Pai Celestial criou para o embelezamento das nossas almas que, um dia, serão vasos sublimes e perfeitos para o serviço do céu.
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Podemos discernir a vontade de Deus, em todas as situações:
No sofrimento, é a paciência.
Na perturbação, é a serenidade.
Diante da maldade, é o bem que auxilia sempre.
Perante as sombras, é a luz.
No trabalho, é o devotamento do dever.
Na amargura, é a esperança.
No erro, é a corrigenda.
Na queda, é o reerguimento.
Na luta, é o valor moral.
Na tentação, é a resistência.
Junto à discórdia, é a harmonia.
À frente do ódio, é o amor.
No ruído da maledicência, é o silêncio.
Na ofensa, é o perdão completo.
Na vida comum, é a bondade em favor de todos.
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O objetivo da prece consiste em elevar a nossa alma a Deus. O importante é que ela seja sempre dita de coração e não somente dos lábios.
Quando utilizarmos a oração dominical, o Pai Nosso, que nos foi ensinada por Jesus, o façamos de todo o nosso coração. Que o sentido de cada palavra toque verdadeiramente a nossa alma.
Redação do Momento Espírita