Páginas



terça-feira, 24 de agosto de 2010

Amanhã Sorrirei Outra Vez.


  " Certa vez contei uma mentira a um homem.

Ele respondeu me dizendo  isto:

- "Todas as decisões que devo tomar serão baseadas nas suas palavras".

Desde então, eu só disse a verdade.



Outra vez, um  homem contou-me um segredo,

o qual eu sussurrei baixinho no ouvido de um outro amigo.

O homem disse-me isto, depois de ouvir seu segredo repetido:

"A razão pela qual contei-lhe o segredo foi porque confiei em você, não em seu amigo".

Desde então, não confio assim tão facilmente.



Outra vez ainda, dei um presente a uma amiga e ela chorou...

Me desculpei por ser um presente  tão  pequeno mas era o que eu tinha encontrado.

E ela me respondeu:

 "Não  há  nada  de  errado  com  o presente, estou emocionada porque você lembrou-se de mim".

Desde então, eu dou presentes freqüentemente.




...Você é  um  agente  muito importante na existência, não vivemos aqui sozinhos.

Cada movimento que faz, cria uma onda no oceano do outro.

Cada vez que você respira afeta todo o ar a  volta de quem você está.

 Cada palavra que você  expressa bate no ouvido de alguém.

Aquilo  que você toca é sentido por outra pessoa.

 Aquilo que você faz, certamente afetará alguém.

O que não faz ou deixa de fazer, também afetará pessoas.




Nós  nunca  sabemos a distância realmente alcançada por algo que falamos ou fazemos até que nos retorne...

Todas  as  coisas  na vida formam um círculo e estamos no meio dele, quer o vejamos ou não...

E  tudo  que  devemos  fazer  é  criar  agradáveis ondas, 

aquelas que envolvem calorosamente  tudo em torno de você,

e que voltam suaves, fazendo por sua vez que você crie, cada vez mais, ondas agradáveis.

Aquilo que o homem semear, com certeza também colherá."

Rivkah

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

É ESSENCIAL PARA VIVER!

LUA ADVERSA ...



Tenho fases, como a lua

Fases de andar escondida,

fases de vir para a rua ...

Perdição da minha vida !

Perdição da vida minha !

Tenho fases de ser tua,

tenho outras de ser sozinha.
 

Fases que vão e vêm,

no secreto calendário

que um astrólogo arbitrário

inventou para meu uso.
 

E roda a melancolia

seu interminável fuso!

Não me encontro com ninguém

(tenho fases como a lua ...)
 

- Cecília Meireles -

A formiga...




Observe uma formiga subindo pela parede.


Ela ñ para, ñ olha p/ trás,


nem tem dúvidas onde quer chegar.


Derrube-a, verás q ela recomeçará o seu trajeto da mesma forma,


c/a mesma decisão e rapidez.


Derrube-a novamente, e ela recomeçará o seu trajeto qtas vezes


for preciso, c/a mesma objetividade e perseverança.


Qdo se depara c/outras formigas, balança as antenas, apenas um breve


cumprimento, mas ñ para, segue o seu objetivo decidida.


Continue derrubando-a, verás q o cansado agora é vc.


Irás perdendo o entusiasmo d impedí-la d seguir adiante, pois ela ñ desiste fácil.


Certamente a deixarás ir, por causa da sua perseverança.


Portanto, ñ desista d seus ideais.


Lute c/fé e perseverança, tal qual a formiga,


vc conseguirá, ultrapasse as barreiras e nunca desista.


Haja como a formiga, seja persistente e decidido.


Porque vc é uma PESSOA q pode tudo,


Naquele q tudo pode.


O Senhor é contigo!!

Não abra mão dos teus sonhos...


seja uma formiquinha de coragem.

A FORMIGUINHA PEGA A FOLHA E CARREGA
SE UMA DEIXA A OUTRA LEVA
VEJA QUE MISTÉRIO GLORIOSO
UMA FORMIGUINHA ENSINANDO O PREGUIÇOSO.
DEUS NÃO QUER PREGUIÇOSO
EM SUA OBRA PORQUE SENÃO O TEMPO SOBRA.

domingo, 22 de agosto de 2010

OBRIGADA SENHOR, PELA BÊNÇÃO QUE ME ENVIASTE!

MÃE CORUJA É ASSIM, CADA POSE É UM FLASH.

COMEMORANDO O FOLCLORE NA ESCOLA

O BUMBA MEU BOI MAIS LINDO QUE CONHEÇO

DESFILANDO É O MÁXIMO!!!!
FILHOS SÃO ANJOS, SÃO BÊNÇÃOS!

Citações de Gabriel Chalita

 A felicidade só deixa de ser utopia quando nos completamos com a inteligência e o afeto do outro.
 Não entendo a tristeza omo ausência. Acho que elas coexistem. Somos felizes e tristes. Felizes porque tentamos entender a nossa missão. Tristes porque assim tem de ser. A tristeza nos empresta respeito ao outro e percepção mais aguçada da dor. Talvez tristeza seja ausência de alegria, de riso fácil, não de FELICIDADE.
 A morte é a primavera da alma. O que parece ser o fim da vida é a vida em transformação.
 O medo de não ser amado é doloroso demais. É como um botão fechado de flor. Cada vez que se contempla o jardim, vê-se o botão e se tem esperança de que um dia ele haverá de desabrochar.

Cora Coralina

AJUNTEI TODAS AS PEDRAS
QUE VIERAM SOBRE MIM.
LEVANTEI UMA ESCADA MUITO ALTA
E NO ALTO SUBI.
TECI UM TAPETE FLOREADO
E NO SONHO ME PERDI.

UMA ESTRADA,
UM LEITO,
UMA CASA,
UM COMPANHEIRO.
TUDO DE PEDRA.

ENTRE PEDRAS
CRESCEU A MINHA POESIA.
MINHA VIDA...
QUEBRANDO PEDRAS
E PLANTANDO FLORES.

ENTRE PEDRAS QUE ME ESMAGAVAM
LEVANTEI A PEDRA RUDE
DOS MEUS VERSOS.

 Cora Coralina

sábado, 21 de agosto de 2010



















sexta-feira, 20 de agosto de 2010

PERDA DO SI




O ser humano é, na sua essência, um animal social, programado para viver em grupo, através do qual mais facilmente pode desenvolver os sentimentos, transformar os instintos primitivos em razão, ascen­dendo emocionalmente até atingir o patamar da in­tuição. Não obstante, a herança ancestral de exclusi­va vinculação com a espécie, mantém-no, em algu­mas faixas da experiência humana, com as reações agressivas em referência aos demais membros da so­ciedade.


Essa conduta atávica perturbadora se desenvolve como individualismo, que o isola da comunidade, em­purrando-o para a vivência de conduta estranha e alie­nada.


Outras vezes, para fugir a esse comportamento, persegue o sucesso com avidez tormentosa, nele colo­cando todas as suas aspirações.


Quando isso ocorre, e não possuindo resistências morais em desenvolvimento nem maturidade psicoló­gica, torna-se massificado pelas conquistas tecnológi­cas, pela mídia insensível, desaparecendo no volume da sociedade, confundido com todos, sem possibilida­des de iniciativa pessoal, de auto-realização, de identi­ficação dos objetivos essenciais da existência humana, ocorrendo-lhe a perda do Si.


As suas são as aspirações e os gostos gerais, por sentir-se esmagado pela propaganda que o aturde, quanto mais ele a consome.


Sem opção, porque desidentificado com o Si, o ego, atormentado e inseguro, sucumbe pela indiferença ao assumir atitudes excêntricas como necessidade de auto­afirmação.


Nessa busca, a sua definição pessoal se faz arro­gante, com peculiaridades que chamam a atenção e pro­vocam comentários. Sua indumentária, conduta, aparência e gestos mascaram a timidez e a importância emocional de que se sente vítima, numa forma de agres­são ao sistema, ao qual não se impôs, e que lhe torna a realização pessoal tormentosa.


A falta de individualidade é compensada pela ex­plosão do ego que aturde.


O indivíduo, nessa situação, tem medo da convi­vência social, e quando forma o seu grupo, é para es­conder-se e chocar a sociedade em geral.


Normalmente, trata-se de alguém enfermo. Além dos conflitos psicológicos que o assaltam, sofre de ou­tros distúrbios fisiológicos, especialmente na área do sexo, na qual somatiza as inquietações, mascarando-se para negar a dificuldade e chamar a atenção pelo exo­tismo em que mergulha.


A sociedade agita-se em torno do sucesso, em ra­zão do ilusório poder que ele proporciona e por decor­rência de raciocínios que não correspondem à realida­de, tais como: a aquisição da paz, a vitória sobre impe­dimentos e a ausência de problemas.


O êxito veste exteriormente o indivíduo, sem o modificar por dentro, nem conceder-lhe plenitude. Trata-se de um objetivo, que se pode também trans­formar em mecanismo de fuga dos conflitos, que se não tem coragem de enfrentar ou que se prefere ig­norar.


Não raro, ao conseguir-se o êxito, depara-se com o vazio interior, a desmotivação, o tédio.


São comuns os biótipos de sucesso que se apresen­tam frustrados, magoados com a vida, sucumbindo em depressão...


Aqueles que lhes invejam o luxo, a família sor­ridente, as extravagâncias, não percebem que tudo isso são exibicionismos que se distanciam da verda­de.


Alguns triunfadores, na realidade, são tímidos quando em convívio particular - astros da mídia e sucessos das finanças -, denunciando receios injusti­ficáveis, e quando descidos do pedestal da fama con­fundem-se na massa, tornando-se insignificantes.


A vida plena exige criatividade, movimentação, in­tegração vibrante e satisfatória na busca do prazer es­sencial.


Todos os esforços que movem aqueles que triunfa­ram sobre si mesmos, através das atividades a que se entregaram - artes, ciências, filosofia, religião -, anela­vam pelo encontro, a conquista do prazer e da plenitu­de.


Mas, não somente eles. Outros também que se não tornaram conhecidos e que não se massificaram, man­tendo os seus ideais e lutando por eles com estoicismo e abnegação, alimentavam o desejo de tornar a existên­cia prazerosa, compensadora, mesmo quando isso os levava ao holocausto, à perda dos haveres, do nome, da situação, preservando com serenidade a ambição de conquistar a imortalidade.



Na perda do Si - efeito da vida moderna - o indi­víduo frustra-se ficando atrás daqueles que brilham, consumindo-lhes o sucesso, ao tempo que os ajuda a vender mais, a desfrutar de mais êxito.


A sua invisibilidade sequer é percebida, mas cons­titui apoio e segurança para aqueles que se destacam.


De outra forma, a ocorrência também contribui para o aumento da criminalidade, para as condutas aberrantes.


A agressividade surge, então, quando o espaço diminui, seja entre os animais ou entre os homens. Com­primidos, tornam-se violentos.


Impossibilitados de alcançar ou de serem alcança­dos pelas luzes do sucesso, explodem em perversida­des, em condutas criminosas, que os retiram do anoni­mato e os transformam em ídolos para os outros psico­patas que os seguirão, neles tendo os seus mitos.


Por sua vez, os seus líderes são indivíduos reais ou conceptuais que a mídia celebriza pela hediondez dis­farçada de coragem, por que são defensores da Lei e da sociedade, embora os métodos truanescos de que se utilizam ou pela habilidade de burlarem o sistema, de se tornarem justiceiros a seu modo, ou de se imporem pelo suborno, pelo medo, pelo poder que aos outros reduz ao nada.


Uma vida saudável não naufraga na perda do Si por estabelecer os seus próprios ideais, expressos em uma conduta harmônica dentro das diretrizes do soci­almente aceito e caracterizada pela autoconsciência.


O sucesso exterior não prescinde daquele interno, que decorre da perfeita assimilação dos objetivos exis­tenciais e dos interesses pessoais.


Quando se diz que outrem está realizando isso, tal não significa a verdade, mas o que dele se pensa, que ele projeta, ou no que ele crê sob o ponto de vista soci­al, material, artístico, cultural...


A auto-realização é como um processo de autocon­quista e de alo-superação, no qual se harmonizam os sentimentos, a razão e as aspirações.


Enquanto o indivíduo na massa desaparece, aque­le que é feliz se destaca, irradia poder, prazer, alegria. Pode não ter valores materiais que despertem ambições, mas são ricos de saúde moral, de paz, de equilíbrio. Os seus olhos têm brilho, a sua face movimenta os múscu­los, a sua é a expressão da vida, da conquista interna.


Na massa, a pessoa está amorfa, patibular, morta...


A perda do Si, sem dúvida, é uma das muitas en­fermidades dos tormentos modernos.




Joana de Ângelis

A pipoca (Rubem Alves)

A culinária me fascina. De vez em quando eu até me até atrevo a cozinhar. Mas o fato é que sou mais competente com as palavras do que com as panelas.
Por isso tenho mais escrito sobre comidas que cozinhado. Dedico-me a algo que poderia ter o nome de "culinária literária". Já escrevi sobre as mais
variadas entidades do mundo da cozinha: cebolas, ora-pro-nobis, picadinho de carne com tomate feijão e arroz, bacalhoada, suflês, sopas, churrascos.
Cheguei mesmo a dedicar metade de um livro poético-filosófico a uma meditação sobre o filme A Festa de Babette que é uma celebração da comida como ritual de feitiçaria. Sabedor das minhas limitações e competências, nunca escrevi como chef. Escrevi como filósofo, poeta, psicanalista e teólogo — porque a culinária estimula todas essas funções do pensamento.
As comidas, para mim, são entidades oníricas.
Provocam a minha capacidade de sonhar. Nunca imaginei, entretanto, que chegaria um dia em que a pipoca iria me fazer sonhar. Pois foi precisamente isso que aconteceu.
A pipoca, milho mirrado, grãos redondos e duros, me pareceu uma simples molecagem, brincadeira deliciosa, sem dimensões metafísicas ou psicanalíticas. Entretanto, dias atrás, conversando com uma paciente, ela mencionou a pipoca. E algo inesperado na minha mente aconteceu. Minhas idéias começaram a estourar como pipoca. Percebi, então, a relação metafórica entre a pipoca e o ato de pensar. Um bom pensamento nasce como uma pipoca que estoura, de forma inesperada e imprevisível.
A pipoca se revelou a mim, então, como um extraordinário objeto poético. Poético porque, ao pensar nelas, as pipocas, meu pensamento se pôs a dar estouros e pulos como aqueles das pipocas dentro de uma panela. Lembrei-me do sentido religioso da pipoca. A pipoca tem sentido religioso? Pois tem.
Para os cristãos, religiosos são o pão e o vinho, que simbolizam o corpo e o sangue de Cristo, a mistura de vida e alegria (porque vida, só vida, sem alegria, não é vida...). Pão e vinho devem ser bebidos juntos. Vida e alegria devem existir juntas.
Lembrei-me, então, de lição que aprendi com a Mãe Stella, sábia poderosa do Candomblé baiano: que a pipoca é a comida sagrada do Candomblé...
A pipoca é um milho mirrado, subdesenvolvido.
Fosse eu agricultor ignorante, e se no meio dos meus milhos graúdos aparecessem aquelas espigas nanicas, eu ficaria bravo e trataria de me livrar delas. Pois o fato é que, sob o ponto de vista de tamanho, os milhos da pipoca não podem competir com os milhos normais. Não sei como isso aconteceu, mas o fato é que houve alguém que teve a idéia de debulhar as espigas e colocá-las numa panela sobre o fogo, esperando que assim os grãos amolecessem e pudessem ser comidos.
Havendo fracassado a experiência com água, tentou a gordura. O que aconteceu, ninguém jamais poderia ter imaginado.
Repentinamente os grãos começaram a estourar, saltavam da panela com uma enorme barulheira. Mas o extraordinário era o que acontecia com eles: os grãos duros quebradentes se transformavam em flores brancas e macias que até as crianças podiam comer. O estouro das pipocas se transformou, então, de uma simples operação culinária, em uma festa, brincadeira, molecagem, para os risos de todos, especialmente as crianças. É muito divertido ver o estouro das pipocas!
E o que é que isso tem a ver com o Candomblé? É que a transformação do milho duro em pipoca macia é símbolo da grande transformação porque devem passar os homens para que eles venham a ser o que devem ser. O milho da pipoca não é o que deve ser. Ele deve ser aquilo que acontece depois do estouro. O milho da pipoca somos nós: duros, quebradentes, impróprios para comer, pelo poder do fogo podemos, repentinamente, nos transformar em outra coisa — voltar a ser crianças! Mas a transformação só acontece pelo poder do fogo.
Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho de pipoca, para sempre.
Assim acontece com a gente. As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo. Quem não passa pelo fogo fica do mesmo jeito, a vida inteira. São pessoas de uma mesmice e dureza assombrosa. Só que elas não percebem. Acham que o seu jeito de ser é o melhor jeito de ser.
Mas, de repente, vem o fogo. O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca nunca  imaginamos. Dor. Pode ser fogo de fora: perder um amor, perder um filho, ficar doente, perder um emprego, ficar pobre. Pode ser fogo de dentro. Pânico, medo, ansiedade, depressão — sofrimentos cujas causas ignoramos. Há sempre o recurso aos remédios.
Apagar o fogo. Sem fogo o sofrimento diminui. E com isso a possibilidade da grande transformação.
Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro ficando cada vez mais
quente, pense que sua hora chegou: vai morrer. De dentro de sua casca dura, fechada em
si mesma, ela não pode imaginar destino diferente. Não pode imaginar a transformação que
está sendo preparada. A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz. Aí, sem aviso
prévio, pelo poder do fogo, a grande transformação acontece: PUF!! — e ela aparece como
outra coisa, completamente diferente, que ela mesma nunca havia sonhado. É a lagarta
rastejante e feia que surge do casulo como borboleta voante.
Na simbologia cristã o milagre do milho de pipoca está representado pela morte e
ressurreição de Cristo: a ressurreição é o estouro do milho de pipoca. É preciso deixar de
ser de um jeito para ser de outro.
"Morre e transforma-te!" — dizia Goethe.
Em Minas, todo mundo sabe o que é piruá. Falando sobre os piruás com os paulistas,
descobri que eles ignoram o que seja. Alguns, inclusive, acharam que era gozação minha,
que piruá é palavra inexistente. Cheguei a ser forçado a me valer do Aurélio para confirmar
o meu conhecimento da língua. Piruá é o milho de pipoca que se recusa a estourar.
Meu amigo William, extraordinário professor pesquisador da Unicamp, especializou-se em
milhos, e desvendou cientificamente o assombro do estouro da pipoca. Com certeza ele tem
uma explicação científica para os piruás. Mas, no mundo da poesia, as explicações científicas não valem.

Por exemplo: em Minas "piruá" é o nome que se dá às mulheres que não conseguiram casar. Minha prima, passada dos quarenta, lamentava: "Fiquei piruá!" Mas acho que o poder metafórico dos piruás é maior.
Piruás são aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente, se recusam a mudar. Elas
acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito delas serem.
Ignoram o dito de Jesus: "Quem preservar a sua vida perdê-la-á". A sua presunção e o seu
medo são a dura casca do milho que não estoura. O destino delas é triste. Vão ficar duras a
vida inteira. Não vão se transformar na flor branca macia. Não vão dar alegria para ninguém. Terminado o estouro alegre da pipoca, no fundo a panela ficam os piruás que não servem para nada. Seu destino é o lixo.
Quanto às pipocas que estouraram, são adultos que voltaram a ser crianças e que sabem
que a vida é uma grande brincadeira...
"Nunca imaginei que chegaria um dia em que a pipoca iria me fazer sonhar. Pois foi precisamente isso que aconteceu".
O texto acima foi extraído do jornal "Correio Popular", de Campinas (SP), onde o escritor mantém coluna
bissemanal.


Rubem Alves: tudo sobre sua vida e sua obra em "Biografias".

Solidariedade; Comunhão Universal

De pé sobre a terra,meu sustentáculo,minha nutrize minha mãe,elevo os meus olhares para o infinito,sinto-me envolvido na imensa comunhão da vida;os efluvios da Alma universal me penetram e fazem vibrar meu pensamento e meu coração;forças poderosas me sustentam,aviventam em mim a existência.


Por toda parte onde minha vista se estende,por toda parte a que a minha inteligência se transporta,vejo,discirno,contemplo a grande harmonia que rege os seres e,por vias diversas os faz rumar para um fim único e sublime.Por toda parte vejo irradiar a Bondade,o Amor,a Justiça!

Ó meu Deus! Ó meu Pai!fonte de toda a sabedoria,de todo o amor,Espirito Supremo cujo o nome é Luz,eu te ofereço meus louvores e minhas aspirações!Que elas subam a ti,qual um perfume de flores,qual sobem para o céu os odores inebriantes dos bosques.

Ajuda-me a avançar na senda sagrada do conhecimento,para uma compreensão mais alta das tua leis,a fim de que se desenvolva em mim mais simpatia,mais amor pela grande familia humana;pois sei que pelo meu aperfeiçoamento moral,pele realização,pela aplicação ativa em torno de mim e,em proveito de todos da caridade e da bondade,aproximar-me-ei de ti,e merecerei conhecer-te melhor,comungar mais intimamente contigo na grande harmonia dos seres e das coisas.


Ajuda-me a desprender-me da vida material, a compreender, a sentir o que é a vida superior, a vida infinita.


Dissipa a obscuridade que me envolve;depõe em minha alma uma sentelha desse fogo divino que aquece e abrasa os Espiritos das esferas celestes.

Que tua doce luz e,com ela,os sentimentos de concórdia e de paz se derramem sobre todos os seres!

Leon Denis

Viver ou juntar dinheiro ( Max Gehringer )?

Há determinadas mensagens que, de tão interessantes, não precisam nem sequer de comentários. Como esta, que recebi certa vez.  "Li em uma revista um artigo no qual jovens executivos davam receitas simples e práticas para qualquer um ficar rico. Aprendi, por exemplo, que se tivesse simplesmente deixado de tomar um cafezinho por dia, nos últimos quarenta anos, teria economizado 30 mil reais. Se tivesse deixado de comer uma pizza por mês, 12 mil reais. E assim por diante. Impressionado, peguei um papel e comecei a fazer contas. Para minha surpresa, descobri que hoje poderia estar milionário. Bastaria não ter tomado as caipirinhas que tomei, não ter feito muitas das viagens que fiz, não ter comprado algumas das roupas caras que comprei. Principalmente, não ter desperdiçado meu dinheiro em itens supérfluos e descartáveis. Ao concluir os cálculos, percebi que hoje poderia ter quase 500 mil reais na conta bancária. É claro que não tenho esse dinheiro. Mas, se tivesse, sabe o que esse dinheiro me permitiria fazer? Viajar, comprar roupas caras, me esbaldar em itens supérfluos e descartáveis, comer todas as pizzas que quisesse e tomar cafezinhos à vontade. Por isso, me sinto muito feliz em ser pobre. Gastei meu dinheiro com prazer e por prazer. E recomendo aos jovens e brilhantes executivos que façam a mesma coisa que fiz. Caso contrário, chegarão aos 61 anos com uma montanha de dinheiro, mas sem ter vivido a vida."

quinta-feira, 19 de agosto de 2010



BOM DIA AMIGA (O) LINDA(O)







Eu ganhei um presente!


Muito lindo...


Ele estava embrulhado em um pacote grande


e bonito...


Todo decorado...


Quando vi o tal pacote


fiquei sem saber o que fazer!


Mesmo sem saber quem


havia me dado aquele presente


resolvi abrir...


No pacote


só havia um cartão que dizia: Para alguém especial...


Então abri logo de uma vez o presente...


E foi ai que eu percebi...


Que Deus entregou em minhas mãos um presente muito valioso e


disse que eu deveria cuidar dele


com muito carinho e nunca deixar ele


se quebrar ou tratá-lo mal,


pois é algo que não tem preço...


A SUA AMIZADE !!!!!!

“Saudade é solidão acompanhada, é quando o amor ainda não foi embora, mas o amado já...” Plabo Neruda

AMOR MADURO ( Artur da Távola )


O amor maduro não é menor em intensidade.


Ele é apenas silencioso.


Não é menor em extensão.


É mais definido, colorido e poetizado...


O amor maduro tem e quer problemas, sim, como tudo


Mas vive dos problemas da felicidade.


Ele não pede, tem.


Não reivindica,consegue.


Não percebe,recebe.


Não exige,dá.


Não pergunta,advinha.


Existe para fazer feliz...


É feito de compreensão, música e mistério.


É a forma sublime de ser adulto


e a forma adulta de ser sublime e criança.


É o sol de outono...

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

A Marca de Amor

Marcelinho tinha uma cicatriz no rosto, as pessoas de seu colégio não falavam com ele e nem sentavam ao seu lado, na realidade quando os colegas de seu colégio o viam franziam a testa devido à cicatriz ser muito feia.
Então a turma se reuniu com o professor e foi sugerido que aquele menino da cicatriz não frequentasse mais o colégio, o professor levou o caso à diretoria do colégio.
A diretoria ouviu e chegou à seguinte conclusão:
Que não poderia tirar o menino do colégio, e que conversaria com o menino e ele seria o ultimo a entrar em sala de aula, e o primeiro a sair, desta forma nenhum aluno via o rosto do Marcelinho, a não ser que olhassem para trás.
O professor achou magnífica a idéia da diretoria, sabia que os alunos não olhariam mais para trás.
Levado ao conhecimento do Marcelinho da decisão ele prontamente aceitou a imposição do colégio, com uma condição:
Que ele compareceria na frente dos alunos em sala de aula, para dizer o porquê daquela CICATRIZ.
A turma concordou, e no dia Marcelinho entrou em sala dirigiu-se a frente da sala de aula e começou a relatar:
- Sabe turma eu entendo vocês, na realidade esta cicatriz é muito feia, mas foi assim que eu a adquiri:
- Minha mãe era muito pobre e para ajudar na alimentação de casa minha mãe passava roupa para fora, eu tinha por volta de 7 a 8 anos de idade...
A turma estava em silencio atenta a tudo.
O menino continuou: além de mim, haviam mais 3 irmãozinhos, um de 4 anos, outro de 2 anos e uma irmãzinha com apenas alguns dias de vida.
Silêncio total em sala.
-... Foi aí que não sei como, a nossa casa que era muito simples, feita de madeira começou a pegar fogo, minha mãe correu até o quarto em que estávamos pegou meu irmãozinho de 2 anos no colo, eu e meu outro irmão pelas mãos e nos levou para fora, havia muita fumaça, as paredes que eram de madeira, pegavam fogo e estava muito quente...
Minha mãe colocou-me sentado no chão do lado de fora e disse-me para ficar com eles até ela voltar, pois minha mãe tinha que voltar para pegar minha irmãzinha que continuava lá dentro da casa em chama.
Só que quando minha mãe tentou entrar na casa em chamas as pessoas que estavam ali, não deixaram minha mãe buscar minha irmãzinha.
Foi aí que decidi.
Peguei meu irmão de 2 anos que estava em meu colo e o coloquei no colo do meu irmãozinho de 4 anos e disse-lhe que não saísse dali até eu voltar.
Saí de entre as pessoas, sem ser notado e quando perceberam eu já tinha entrado na casa.
Havia muita fumaça, estava muito quente, mas eu tinha que pegar minha irmãzinha.
Eu sabia o quarto em que ela estava.
Quando cheguei lá ela estava enrolada em um lençol e chorava muito...
Neste momento vi caindo alguma coisa, então me joguei em cima dela para protegê-la, e aquela coisa quente encostou-se em meu rosto...
A turma estava quieta atenta ao Marcelinho e envergonhada então o menino continuou:
Vocês podem achar esta CICATRIZ feia, mas tem alguém lá em casa que acha linda e todo dia quando chego em casa, ela, a minha irmãzinha me beija porque sabe que é marca de AMOR.
Vários alunos choravam, sem saberem o que dizerem ou fazerem, mas Marcelinho foi para o fundo da classe e imovelmente sentou-se.
Para você que leu esta história, queria dizer que o mundo está cheio de CICATRIZ.
Não falo da CICATRIZ visível, mas das cicatrizes que não se vêem, estamos sempre prontos a abrir cicatrizes nas pessoas, seja com palavras ou nossas ações.
Há aproximadamente 2000 anos JESUS CRISTO, adquiriu algumas CICATRIZES em suas mãos, seus pés e sua cabeça.

Essas cicatrizes eram nossas, mas Ele, pulou em cima da gente, protegeu-nos e ficou com todas as nossas CICATRIZES..

Essas também são marcas de AMOR.

Jesus te ama, não por quem você é, mas sim pelo que você é, e para Jesus você é a pessoa mais importante deste mundo.

Nunca se esqueça disso!

"SER FELIZ OU TER RAZÃO?"


Para reflexão...


Oito da noite, numa avenida movimentada.
O casal já está atrasado para jantar na casa de uns amigos.
O endereço é novo e ela consultou no mapa antes de sair.
Ele conduz o carro.
Ela orienta e pede para que vire, na próxima rua, à esquerda.
Ele tem certeza de que é à direita.
Discutem.
Percebendo que além de atrasados, poderiam ficar mal-humorados, ela deixa que ele decida.
Ele vira à direita e percebe, então, que estava errado.
Embora com dificuldade, admite que insistiu no caminho errado, enquanto faz o retorno.
Ela sorri e diz que não há nenhum problema se chegarem alguns minutos atrasados.
Mas ele ainda quer saber:
- Se tinhas tanta certeza de que eu estava indo pelo caminho errado, devias ter insistido um pouco mais...
E ela diz:
- Entre ter razão e ser feliz, prefiro ser feliz.
 Estávamos à beira de uma discussão, se eu insistisse mais, teríamos estragado a noite!


MORAL DA HISTÓRIA:


Esta pequena história foi contada por uma empresária, durante uma palestra sobre simplicidade no mundo do trabalho. Ela usou a cena para ilustrar quanta energia nós gastamos apenas para demonstrar que temos razão, independentemente, de tê-la ou não. Desde que ouvi esta história, tenho me perguntado com mais frequência: 'Quero ser feliz ou ter razão?' Outro pensamento parecido, diz o seguinte: 'Nunca se justifique. Os amigos não precisam e os inimigos não acreditam....... Eu já decidi... EU QUERO SER FELIZ e você?


"Nunca se justifique. Os amigos não precisam e os inimigos não acreditam."




(pe. Fábio de Melo)

terça-feira, 17 de agosto de 2010

As caixas que Deus me deu!




Tenho em minhas mãos duas caixas que Deus me deu para guardar.


Ele disse:


- "Coloque todas as suas tristezas na preta e todas as suas alegrias na dourada".


Eu atendi Suas Palavras e nas duas caixas tanto minhas alegrias quanto minhas tristezas guardei.


Mas, embora a dourada ficasse cada dia mais pesada, a preta era tão leve quanto antes.


Curioso, abri a preta.


Eu queria descobrir porque, e vi na base da caixa, um buraco pelo qual minhas tristezas saíam.


Mostrei o buraco a Deus, e pensei alto: "Gostaria de saber onde minhas tristezas podem estar".


Ele sorriu gentilmente para mim.


- "Meu filho, elas estão aqui comigo".


Perguntei:


- "Deus, por que dar-me as caixas, por que a dourada inteira e a preta com o buraco"?


- "Meu filho, a dourada é para você contar suas bênçãos, a preta é para você deixar ir embora suas tristezas".
Deus abênçoe a todos!

A história é grande, mas leiam com carinho...pode mudar uma história de vida!!!


Naquela noite, enquanto minha esposa servia o jantar, eu segurei sua mão e disse: "Tenho algo importante para te dizer". Ela se sentou e jantou sem dizer uma palavra. Pude ver sofrimento em seus olhos. De repente, eu também fiquei sem palavras. No entanto, eu tinha que dizer a ela o que estava pensando. Eu queria o divórcio. E abordei o assunto calmamente.

Ela não parecia irritada pelas minhas palavras e simplesmente perguntou em voz baixa: "Por quê?" Eu evitei respondê-la, o que a deixou muito brava. Ela jogou os talheres longe e gritou "você não é homem!" Naquela noite, nós não conversamos mais. Pude ouvi-la chorando. Eu sabia que ela queria um motivo para o fim do nosso casamento. Mas eu não tinha uma resposta satisfatória para esta pergunta. O meu coração não pertencia a ela mais e sim a Jane. Eu simplesmente não a amava mais, sentia pena dela.

Me sentindo muito culpado, rascunhei um acordo de divórcio, deixando para ela a casa, nosso carro e 30% das ações da minha empresa.


Ela tomou o papel da minha mão e o rasgou violentamente. A mulher com quem vivi pelos últimos 10 anos se tornou uma estranha para mim. Eu fiquei com dó deste desperdício de tempo e energia mas eu não voltaria atrás do que disse, pois amava a Jane profundamente. Finalmente ela começou a chorar alto na minha frente, o que já era esperado. Eu me senti libertado enquanto ela chorava. A minha obsessão por divórcio nas últimas semanas finalmente se materializava e o fim estava mais perto agora.

No dia seguinte, eu cheguei em casa tarde e a encontrei sentada na mesa escrevendo. Eu não jantei, fui direto para a cama e dormi imediatamente, pois estava cansado depois de ter passado o dia com a Jane. Quando acordei no meio da noite, ela ainda estava sentada à mesa, escrevendo. Eu a ignorei e voltei a dormir.

Na manhã seguinte, ela me apresentou suas condições: ela não queria nada meu, mas pedia um mês de prazo para conceder o divórcio. Ela pediu que durante os próximos 30 dias a gente tentasse viver juntos de forma mais natural possível. As suas razões eram simples: o nosso filho faria seus exames no próximo mês e precisava de um ambiente propício para preparar-se bem, sem os problemas de ter que lidar com o rompimento de seus pais.


Isso me pareceu razoável, mas ela acrescentou algo mais. Ela me lembrou do momento em que eu a carreguei para dentro da nossa casa no dia em que nos casamos e me pediu que durante os próximos 30 dias eu a carregasse para fora da casa todas as manhãs. Eu então percebi que ela estava completamente louca mas aceitei sua proposta para não tornar meus próximos dias ainda mais intoleráveis.


Eu contei para a Jane sobre o pedido da minha esposa e ela riu muito e achou a idéia totalmente absurda. "Ela pensa que impondo condições assim vai mudar alguma coisa; melhor ela encarar a situação e aceitar o divórcio" ,disse Jane em tom de gozação.


Minha esposa e eu não tínhamos nenhum contato físico havia muito tempo, então quando eu a carreguei para fora da casa no primeiro dia, foi totalmente estranho. Nosso filho nos aplaudiu dizendo "O papai está carregando a mamãe no colo!" Suas palavras me causaram constrangimento. Do quarto para a sala, da sala para a porta de entrada da casa, eu devo ter caminhado uns 10 metros carregando minha esposa no colo. Ela fechou os olhos e disse baixinho "Não conte para o nosso filho sobre o divórcio" Eu balancei a cabeça mesmo discordando e então a coloquei no chão assim que atravessamos a porta de entrada da casa. Ela foi pegar o ônibus para o trabalho e eu dirigi para o escritório.

No segundo dia, foi mais fácil para nós dois. Ela se apoiou no meu peito, eu senti o cheiro do perfume que ela usava. Eu então percebi que há muito tempo não prestava atenção a essa mulher. Ela certamente tinha envelhecido nestes últimos 10 anos, havia rugas no seu rosto, seu cabelo estava ficando fino e grisalho. O nosso casamento teve muito impacto nela. Por uns segundos, cheguei a pensar no que havia feito para ela estar neste estado.

No quarto dia, quando eu a levantei, senti uma certa intimidade maior com o corpo dela. Esta mulher havia dedicado 10 anos da vida dela a mim.

No quinto dia, a mesma coisa. Eu não disse nada a Jane, mas ficava a cada dia mais fácil carregá-la do nosso quarto à porta da casa. Talvez meus músculos estejam mais firmes com o exercício, pensei.


Certa manhã, ela estava tentando escolher um vestido. Ela experimentou uma série deles mas não conseguia achar um que servisse. Com um suspiro, ela disse "Todos os meus vestidos estão grandes para mim". Eu então percebi que ela realmente havia emagrecido bastante, daí a facilidade em carregá-la nos últimos dias.

A realidade caiu sobre mim com uma ponta de remorso... ela carrega tanta dor e tristeza em seu coração..... Instintivamente, eu estiquei o braço e toquei seus cabelos.

Nosso filho entrou no quarto neste momento e disse "Pai, está na hora de você carregar a mamãe". Para ele, ver seu pai carregando sua mão todas as manhãs tornou-se parte da rotina da casa. Minha esposa abraçou nosso filho e o segurou em seus braços por alguns longos segundos. Eu tive que sair de perto, temendo mudar de idéia agora que estava tão perto do meu objetivo. Em seguida, eu a carreguei em meus braços, do quarto para a sala, da sala para a porta de entrada da casa. Sua mão repousava em meu pescoço. Eu a segurei firme contra o meu corpo. Lembrei-me do dia do nosso casamento.


Mas o seu corpo tão magro me deixou triste. No último dia, quando eu a segurei em meus braços, por algum motivo não conseguia mover minhas pernas. Nosso filho já tinha ido para a escola e eu me vi pronunciando estas palavras: "Eu não percebi o quanto perdemos a nossa intimidade com o tempo".


Eu não consegui dirigir para o trabalho.... fui até o meu novo futuro endereço, saí do carro apressadamente, com medo de mudar de idéia...Subi as escadas e bati na porta do quarto. A Jane abriu a porta e eu disse a ela "Desculpe, Jane. Eu não quero mais me divorciar".

Ela olhou para mim sem acreditar e tocou na minha testa "Você está com febre?" Eu tirei sua mão da minha testa e repeti "Desculpe, Jane. Eu não vou me divorciar. Meu casamento ficou chato porque nós não soubemos valorizar os pequenos detalhes da nossa vida e não por falta de amor. Agora eu percebi que desde o dia em que carreguei minha esposa no dia do nosso casamento para nossa casa, eu devo segurá-la até que a morte nos separe.


A Jane então percebeu que era sério. Me deu um tapa no rosto, bateu a porta na minha cara e pude ouvi-la chorando compulsivamente. Eu voltei para o carro e fui trabalhar.


Na loja de flores, no caminho de volta para casa, eu comprei um buquê de rosas para minha esposa. A atendente me perguntou o que eu gostaria de escrever no cartão. Eu sorri e escrevi: "Eu te carregarei em meus braços todas as manhãs até que a morte nos separe".


Naquela noite, quando cheguei em casa, com um buquê de flores na mão e um grande sorriso no rosto, fui direto para o nosso quarto onde encontrei minha esposa deitada na cama - morta.


Minha esposa estava com câncer e vinha se tratando a vários meses, mas eu estava muito ocupado com a Jane para perceber que havia algo errado com ela. Ela sabia que morreria em breve e quis poupar nosso filho dos efeitos de um divórcio - e prolongou a nossa vida juntos proporcionando ao nosso filho a imagem de nós dois juntos toda manhã. Pelo menos aos olhos do meu filho, eu sou um marido carinhoso.


Os pequenos detalhes de nossa vida são o que realmente contam num relacionamento. Não é a mansão, o carro, as propriedades, o dinheiro no banco. Estes bens criam um ambiente propício a felicidade mas não proporcionam mais do que conforto. Portanto, encontre tempo para ser amigo de sua esposa, faça pequenas coisas um para o outro para mantê-los próximos e íntimos. Tenham um casamento real e feliz!


Se você não dividir isso com alguém, nada vai te acontecer.
Mas se escolher enviar para alguém, talvez salve um casamento.


Muitos fracassados na vida são pessoas que não perceberam que estavam tão perto do sucesso e preferiram desistir...

UM CASAMENTO CENTRADO EM CRISTO


É UM CASAMENTO QUE DURA UMA VIDA TODA.

sábado, 14 de agosto de 2010

Pensemos nisso


Paul ganhou de seu irmão, como presente de Natal, um automóvel novo.


No dia de Natal, quando Paul saiu de casa, percebeu que um moleque de rua estava andando em volta de seu brilhante carro zero, admirando-o.
Este carro é seu? Perguntou o menino.

Paul confirmou com a cabeça. Meu irmão me deu de presente no Natal.

O garoto estava maravilhado. Quer dizer que seu irmão deu a você e você não gastou nada? Cara, eu queria...

Paul julgou saber como o garoto completaria a frase. Por certo iria dizer que queria um irmão como o dele.
Mas o que o moleque disse deixou Paul perplexo.

Eu queria, continuou o garoto, poder ser um irmão assim.

Paul olhou para o garoto surpreso e, impulsivamente, lhe perguntou: Você gostaria de dar uma volta no meu automóvel?

Sim, eu adoraria.


Depois de uma voltinha, o menino virou-se e, com os olhos resplandecentes disse: Você se importa de passar em frente à minha casa?


Paul sorriu consigo mesmo, pensando que sabia exatamente o que o moleque queria. Certamente desejava mostrar aos vizinhos que podia voltar para casa num carrão.
Mas Paul se enganara outra vez.

Você dá uma paradinha ali onde estão aqueles dois degraus? Pediu o menino.


O garoto saiu do carro e subiu os degraus correndo. Logo, Paul o viu voltando. Mas não estava mais andando rápido, estava carregando seu irmãozinho paralítico.
Fê-lo sentar no degrau de baixo e, abraçando-o com força, mostrou o carro.
Lá está Buddy, exatamente como eu contei lá em cima! O irmão deu o carro a ele de presente de Natal e isso não lhe custou nem um centavo.

Algum dia eu vou dar a você um como este... Daí, você vai poder ver, por você mesmo, as coisas bonitas. As vitrinas enfeitadas no Natal, as ruas e árvores iluminadas, as belezas enfim, sobre as quais eu tenho tentado contar a você.

Paul saiu do carro, pegou o garotinho no colo e o colocou no banco da frente, a seu lado.
O irmão mais velho, com olhos brilhantes, sentou-se ao lado dele e os três começaram um inesquecível passeio de Natal.


Naquele momento, Paul compreendeu que é mais gratificante dar...


Uma história, uma lição...

Nesses tempos de tanto egoísmo, de individualismo e indiferença para com o sofrimento alheio, vale a pena refletirmos um pouco sobre esses pequenos gestos, que tanto engrandecem o homem.

Nesses tempos em que as criaturas estão ávidas por ter, e ter cada vez mais, vale pensarmos em conjugar o verbo ser.

Ser atencioso, ser caridoso, ser afetuoso, enfim, romper a concha do egoísmo e descobrir na doação aos semelhantes, a alegria de viver.


Pense nisso!








Não posso prever o futuro

Talvez amanhã eu não mais esteja aqui,

nada me garante que estarei
e tudo o que houve ontem
agora está no passado.

Não posso prever o futuro
nem posso mudar o que passou.
Só tenho o momento presente.
Devo usá-lo como se fosse o último,
vive-lo com Sabedoria porque logo
ele passará e estará perdido para sempre
lá num canto do passado.

Assim me disponho:
A aprender a compaixão,
a ajudar os caídos a se levantarem,
a ser um amigo diante da inimizade,
a preencher com amor vidas vazias.

As agressões que pratico hoje
talvez nunca mais possam ser corrigidas,
e os amigos que deixo de ganhar
talvez eu nunca mais ganhe.

Poderei não receber outra chance
de ajoelhar e agradecer
este momento presente.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Eu Aprendi...




Que o silêncio é a melhor resposta, quando se ouve uma bobagem.


Que amigos a gente conquista mostrando o que somos.


Que os verdadeiros amigos sempre ficam com você até o fim.


Que a maldade se esconde atrás de uma bela face.


Que quando penso saber de tudo ainda não aprendi nada.


Que a Natureza é a coisa mais bela da Vida.


Que amar significa se dar por inteiro.


Que ouvir uma palavra de carinho faz bem à saúde.


Que dar um carinho também faz...


Que sonhar é preciso.


Que se deve ser criança a vida toda.


Que nosso ser é livre.

Que Deus não proíbe nada em nome do amor.

Que o julgamento alheio não é importante.


Que o que realmente importa é a Paz interior.


E finalmente, aprendi que não se pode morrer...


Pra se aprender a viver...

É loucura...

Odiar todas as rosas


porque uma te espetou...


Entregar todos os seus sonhos


porque um deles não se realizou...


Perder a fé em todas as orações


porque numa não foste atendido...


Desistir de todos os esforços


porque um deles fracassou...


É loucura... Condenar todas as


amizades porque uma te traiu...


Descrer de todo o amor porque


um deles te foi infiel... É loucura...


Jogar fora todas as chances de ser feliz


porque uma tentativa não deu certo...


Espero que na tua caminhada não


cometas estas loucuras! Lembrando que


sempre há uma outra chance...


Uma outra amizade...


Um outro amor... Uma nova força...

Não desista nunca, Deus está contigo




"Sempre há muitos desafios, surpresas, tristezas e alegrias...


A vida é feita assim, às vezes nos deparamos com situações que nos afligem, nos fazem sentir medo e até mesmo chorar, mas saiba que a cada momento da vida, cada lágrima caída, cada sorriso dado, está tudo anotado no diário de Deus.


E pode ter certeza que nem um segundo Ele esqueceu de anotar, anotou suas lutas, seus choros, mas com um detalhe, Ele não esqueceu de anotar o dia de sua vitória!


Não desista de teus projetos e sonhos porque antes mesmo deles serem projetados por você, já foi projetado e anotado por DEUS!"

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

EQUILÍBRIO

Em tudo é necessário equilíbrio...






 Equilíbrio entre:


Ser alegre e não extrovertido no sentido negativo...
Ser sincero e não machucar...
Ser firme nas idéias e não arrogante...
Ser humilde e não submisso...
Ser rápido e não impreciso...
Ser contente e não complacente...
Ser despreocupado e não descuidado...
Ser amoroso e não apegado...
Ser pacífico e não passivo...
Ser disciplinado e não rígido...
Ser flexível e não frouxo...
Ser comunicativo e não exagerado...
Ser obediente e não cego...
Ser doce e não melado...
Ser moldável e não tolo...
Ser introspectivo e não enclausurado...
Ser determinado e não teimoso...
Ser corajoso e não agressivo...
Em tudo é necessário equilíbrio...